• Pedagogia Social PEDAGOGIA SOCIAL NAS MÍDIAS SOCIAIS: PROJETO DE FUTURO À HUMANIDADE
    v. 10 n. 2 (2020)

     

    EDITORIAL

    Bem-vindos ao decimo número da Revista de Pedagogia Social, da Universidade Federal Fluminense (RPS-UFF)! Desta feita abordaremos o tema: PEDAGOGIA SOCIAL NAS MÍDIAS SOCIAIS: PROJETOS DE FUTURO À HUMANIDADE, através de artigos, resenhas, ensaios acadêmicos e poesias. Abordaremos o fazer científico que comunica diretamente a sociedade, tomando para si os desafios da mesma. É comunicação, conhecimento e investigação, mas também é produção científica marcada pelo seu tempo-espaço de inquietações e possibilidades.

    Contaremos com reflexões oriundas do aprendizado, advindo do compromisso do servir, em plena pandemia; impactando vidas e dando o próximo passo. Não temos respostas; apenas acolhimento, escuta, diálogo e orientação. Nossa proposta é, através das pesquisas, já em curso, vivermos juntos, um dia de cada vez, desmistificando os discursos oficiais, os quais propiciam o flagelo humano. Não acreditamos em um “novo normal” – tentativa de “uma nova normalidade” diante das diversas dissonâncias – e sim, na vida que segue.  Nosso lema se constitui da seguinte máxima: fazer o que podemos de onde estamos, e com o que temos.

    As ciências marcadas pelo reprodutivismo materialista encontram dificuldades em lidar com o devir e perdem “o bonde da história” – o fio condutor da experiência efetivamente compartilhada – por não saírem de seus laboratórios e dos seus gabinetes. Está na matriz formadora de tal modelo de ciência, certo retardo em produzir respostas e, tardiamente percebem que poderia ter sido diferente e para melhor. Sim, vidas importam. Todas as formas de vida importam, inclusive a do planeta; por conseguinte, sem ele não há vida.

    A Pedagogia Social, por nós realizada, é uma forma diferenciada para lidar com os desafios da educação e da vida. Acreditamos que os desafios oriundos da vida ordinária têm múltiplas e complexas causas, e alternativas de superação. Portanto, a ciência que produzimos, traz em seu DNA científico, a marca da formação de educadores sociais, para a vida e pela vida. Nossa educação é sem fronteiras, solidária, complexa e aberta. Produzimos, através da engenharia humana reversa, um manancial de possíveis, através da qual cada um com sua expertise exerce o que pode e sabe.

    A ciência, como diz Ilya Prigogine, na Carta para as futuras gerações (1999), é um empreendimento coletivo. Eis a proposta.  

                                                                              Excelente leitura!

                                                                    Margareth Martins de Araújo

                                                                              Editora Executiva

    ISSN 2517-0974

     

  • PEDAGOGIA SOCIAL-EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS
    v. 9 n. 1 (2020)

    EDITORIAL

    Bem-vindos ao nono número da Revista de Pedagogia Social (RPS-UFF), da Universidade Federal Fluminense! Em tempos de pandemia, de confinamento social, aceitamos o desafio de colocar no ar mais um volume da Revista, na qual escrevemos por resitência, e para não desitir. Somos a primeira revista de Pedagogia Social da América do Sul e a segunda do mundo, fato que nos coloca o desafio de ajudar a pensar, de forma teórico-prática a realidade atual, com base nas demandas da atualidade e nos pressupostos da Pedagogia Social.

    Que Pedagogia Social é essa que não se reinventa em momento de extremo desafio?  Para que serve a erudição se não socorre o cidadão? Marcada hora, é chegado o momento do trabalho solidário, voluntário e extraordinário. Nos reinventar é a palavra de ordem. Como aprendi com Vivian, aluna de uma CIEP em Duque de Caxias, Baixada Fluminense:" É preciso do nada tirar o infinito".

    Sob a perspectiva do momento atual enfrentado pela humanidade, somos compelidos à realização de um trabalho pautado em nossa expertise, ancorado onde estamos e com o que temos; na realização de uma Pedagogia Social à serviço da vida, em prol humanidade. Falamos sobre uma pedagogia que acolhe vidas, resgata pessoas, estabelece pactos e instaura poder.

    Para além do socorro material, a educação sem fronteiras, forjada no cadinho da sofrência humana, nos exorta ao amparo sócio-emocional contextualizado no acolhimento, na escuta e na orientação; de forma a tornar possível o impensado. Somos levados a nos reinventar e superar o momento atual com serenidade, equilíbrio, compromisso político, competência técnica e afeto.

    É na turbulência que derramamos o que há dentro da xícara. É exatamente o que há dentro de nós que colocamos para fora em situações como a que estamos vivendo. Por esse motivo escolhemos exortá-los ao exercício de reflexivo da produção textual, no intuito de oferecer o que temos de melhor na vida, pesquisa e trabalho.

    Desta feita, sob o título: PEDAGOGIA SOCIAL-EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS, deve-se encontrar o potencial reflexivo que auxilie a pensar o mundo na e pós-pandemia. Unamos intelecto e emoção na produção teórico-prática de artigos que nos inspirem ao exercício de uma Pesadagogia Social à serviço da vida, em prol da humanidade.

    Ótima leitura!

                                                                               Margareth Martins de Araújo                                                                      

                                                                                        Editora Executiva

    ISSN 2517-0974

  • PEDAGOGIA SOCIAL E TRABALHO VOLUNTÁRIO
    v. 8 n. 2 (2019)

    EDITORIAL

     

    Bem-vindos ao oitavo número da Revista de Pedagogia Social (RPS), da Universidade Federal Fluminense! Em tempos de turbulência é preciso sonhar e, por esse motivo, os desafiamos aos tempos de oportunidades, do exercício cotidiano da superação, do ultrapassar barreiras e da construção de possíveis alternativas ou, no sentido freireano, do inédito viável. Como diz o dito popular: Em tempos de guerra uns choram e outros vendem lenços. Mais do que vender lenços, enxugamos lágrimas e apontamos para o futuro, a partir da possibilidade da escrita de outra biografia para os seres; um direito de todos.

    A Pedagogia Social nos ensinou que, o ser humano aprende com o corpo inteiro, e porque não lutar de corpo inteiro? Por sermos teórico-práticos, nos cabe à busca pela coerência entre o nosso falar e agir e, por isso, enquanto lutamos pelas políticas públicas se concretizem, lutamos-realizamos ações sociais a partir de onde estamos com o que temos e fazemos. A sofrência humana tem pressa e a Pedagogia Social ajudar, aprender e ensinar.

    O diálogo intelecto-emocional nos coloca diante de um antigo dilema: unir razão e emoção. A busca por esse exercício devolve nossa inteireza e traz, através do eixo corpo-mente, a possibilidade de colocar a ciência, por nós produzida, a favor da emancipação humana. Por falar em justiça social, acreditamos em políticas públicas sociais como direito dos excluídos.

    Desta feita abordaremos o tema: PEDAGOGIA SOCIAL E TRABALHO VOLUNTÁRIO, através de artigos, resenhas e relatos de experiências; reflexões acerca de um saber-fazer, cunhado em territórios de exclusão e sofrimento humano. Trata-se de um trabalho a ser realizado por muitos tocados pela urgência do momento e conhecedores de que é possível, de onde estamos fazer algo. Para os que realizam trabalho voluntário nada, ou quase nada custa, mas para quem recebe é muito. Em tempos de múltiplas vulnerabilidades, constata-se o exorto ao servir por indignação, resistência e compromisso, na busca sempre atenta, da construção de uma pedagogia conectada pela ESPERANÇA, pela ALEGRIA e produtora de VIDA.  

    Excelente leitura!

    Margareth Martins de Araújo

    Editora Executiva

    ISSN 2517-0974

     

  • Volume Extra: VI Congresso Internacional de Pedagogia Social
    v. 7 n. 1 (2019)

     

    EDITORIAL:

     

                                                                         Saudações Pedagógicas e Sociais!

     

    Bem-Vindos ao Volume Extra da Revista de Pedagogia Social da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense. Desta feita objetivamos socializar entrevistas realizadas pela equipe da RPS-UFF, em conjunto com o Grupo de Pesquisa em Pedagogia Social da UFF (PIPAS-UFF), por ocasião do VI CIPS. A generosidade acadêmico-epistemológica dos organizadores do Congresso, palestrantes e convidados, aqui se evidencia e, nos permite adentar na ambiência do encontro de cada um, no universo da Pedagogia social com suas interfaces no Brasil e no mundo.

    De dezenove a vinte e dois de setembro do corrente ano, nas dependências da Universidade Mackenzie, em São Paulo, teve lugar o VI Congresso Internacional de Pedagogia Social e Simpósio de Pós- Graduação: uma abordagem pedagógica para problemas e conflitos sociais. Os Congressos Internacionais de Pedagogia Social são organizados coletivamente por grupos de pesquisa sediados na USP, PUC/SP, Mackenzie e UNISAL em articulação com grupos sediados na UCB, Unicamp, UFPR, UFF, UFMS, UFPE, UFES/IFES e UEPG.

    Tendo se consolidado como o principal espaço de reflexão, discussão e produção da área de Pedagogia Social na América latina, para onde convergem a Educação Social, a Educação Popular e a Educação Comunitária, o CIPS abriga reflexões e proposições acerca de temáticas oriundas de uma sociedade permanente transformação. 

    O VI CIPS teve como objetivo, aprofundar a reflexão quanto ao papel da Pedagogia Social em constituir-se em uma resposta pedagógica à diversidade de ameaças, conflitos e disputas que ameaçam a sociabilidade humana em diversos contextos e partes do mundo. Fato que evidencia a atualidade e a necessidade crescente de uma Pedagogia que se afirme como social.

    No o VI CIPS e, em especial durante as entrevistas, detectamos que o trabalho de Pedagogia Social realizado no âmbito da FEUFF, guarda similaridade teórico-prática, com a Pedagogia Social realizada no mundo. As ações coordenadas de Ensino, Pesquisa e Extensão são reveladoras do nosso pertencimento a este grupo.

    Esperamos que a leitura, deste volume da RPS, funcione como inspiração e convite para abraçarmos em 2019 uma pedagogia que não ameace a sociabilidade humana, mas sim que construa ponte, diálogo, aceitação e conciliação entre os homens.

     

                                                                                          Excelente leitura!

                                                                                        Margareth Martins

                                                                                         Diretora Executiva

     ISSN 2517-0974

  • Pedagogia Social e a formação do educador social-pesquisador: POR UMA PEDAGOGIA RESTAURATIVA
    v. 7 n. 2 (2019)

    EDITORIAL

    Sejam bem-vindos ao sétimo número da Revista de Pedagogia Social (RPS), da Universidade Federal Fluminense. Neste dossiê abordaremos – em especial, através de artigos, resenhas e relatos de experiências – determinadas reflexões acerca da Pedagogia Social e a formação do educador social- pesquisador, sob a perspectiva de uma pedagogia que se faz restaurativa, sobretudo, ao exercitar a justiça cognitiva. Por justiça cognitiva compreendemos o esforço intelectual, realizado por educadores sociais, na busca de superação dos múltiplos vetores de exclusão dos quais crianças, jovens e suas famílias são vitimados. 

    A pedagogia restaurativa se apresenta como um antídoto pedagógico no enfrentamento do flagelo humano seja na escola, na sociedade ou no mundo. Ainda que há alguns anos assistimos aos crescentes índices de violência no mundo – é possível afirmar que a humanidade sequer teve um minuto de paz –,hoje, esse processo da banalização do mal eclode mais intensamente dentro das escolas, fazendo com que muitas instituições e seus atores sociais busquem a interlocução com a universidade, observando-se, ao seu turno, as múltiplas formas de violência como: bullying, agressões individuais e coletivas, indústria do ódio, automutilação, suicídio, drogas, banditismo e terrorismo, entre outros.

    Integrantes de uma cadeia de desesperança que assola não só a escola, mas o próprio mundo, nossos jovens deixam de sonhar, perdem o sentido da vida e constroem uma rota de fuga capaz de leva-los à própria destruição. Um processo de retroalimentação que exige de educadores uma busca frenética por superação.

    Há de se ter uma pedagogia que dialogue com as emergências de uma sociedade que assiste incrédula ao próprio desmonte.

    Excelente leitura!

    Margareth Martins de Araújo

    Editora Executiva

    ISSN 2517-0974

     

  • Pedagogia Social como Antidestino
    v. 5 n. 1 (2018)

    EDITORIAL

     

    Eis o quinto número da Revista de Pedagogia Social (RPS), da Universidade Federal Fluminense. Sejam bem-vindos! Neste, em especial, abordaremos, através de artigos, resenhas e relatos de experiências, uma fonte reflexiva sobre ser a Pedagogia Social um Antidestino. Em tempos de interdição de vários direitos como o de ir e vir, à educação, à saúde, ao trabalho e ao lazer, por exemplo, vivenciamos-assistimos, a trama contra o futuro de crianças, jovens, nação.

    O presente número trata de uma cartografia pedagógica-social que, nos permitirá observar, refletir e inferir temáticas oriundas das possibilidades da escrita de outras histórias para crianças, jovens e suas famílias. Trata-se de um grande desafio, pensar em uma pedagogia que através de um trabalho invisibilizado, desconsiderado e desacreditado, traga um diálogo emancipatório em tempos de turbulência.

    A presente edição trata a Pedagogia Social como ajuda humanitária pedagógica, como antidestino. Desse modo, cuida do socorro aos excluídos, porque foram apartados em tenra idade de um futuro digno. Refletir acerca do eixo educação-pobreza a partir da educação dos sentimentos em diálogo com a educação do intelecto torna-se fundamental. Propomos, em especial, uma nova agenda pedagógica compartilhada com as demais ciências.

     

    Excelente leitura!

     

    Margareth Martins de Araújo

    Editora Executiva

    ISSN 2517-0974

  • Pedagogia Social como Jornada Pedagógica
    v. 6 n. 2 (2018)

    EDITORIAL

     Bem-vindos ao sexto número da Revista de Pedagogia Social (RPS), da Universidade Federal Fluminense! No presente volume abordaremos um tema construído, ao longo de onze anos de exercício de uma Pedagogia Social que se faz como jornada. De mochila nas costas, caminhando, refletindo, pesquisando, teorizando sobre o vivido e inspirada pela peripatética da Grécia antiga, chagamos ao presente conteúdo.

    Trata-se da produção elaborada para a XI Jornada de Pedagogia Social da Universidade Federal Fluminense que, teve por objetivo, divulgar e aprofundar os conteúdos da Pedagogia Social realizada pelos cinquenta e seis conferencistas convidados para a ocasião.

    A Jornada contou com a presença de quatrocentos Educadores Sociais imbuídos do desejo de partilhar conhecimentos sobre a Pedagogia Social. Com uma metodologia teórico-prática, os trabalhos foram apresentados de forma ética, estética, coletiva e profundamente envolvida, com temas que, emergem de uma pedagogia presente e necessária na atualidade.

    Como artesãos que dominam o processo de produção, os artífices presentes na XI Jornada da Pedagogia Social brilharam, contribuindo para o enriquecimento das reflexões acerca do tema pesquisado. Foi uma honra tê-los conosco!

     

    Excelente leitura!

    Margareth Martins de Araújo

    Editora Executiva

    ISSN 2517-0974

     

  • Pedagogia Social: Uma pedagogia NECESSÁRIA
    v. 4 n. 2 (2017)

     

    EDITORIAL

     

    Bem-vindos ao quarto número da Revista de Pedagogia Social (RPS), da Universidade Federal Fluminense. Neste número, em especial, abordaremos, através de artigos, resenhas e relatos de experiências, um manancial reflexivo sobre ser a Pedagogia Social uma pedagogia NECESSÁRIA.

    Quando e onde a pedagogia tradicional desiste, a Pedagogia Social insiste. Insiste com os rotulados, com os marginalizados, com os improváveis. Insiste em formar educadores sociais sensíveis ao outro e marcados pela solidariedade, ética, cooperação e humanidade. Insiste em fortalecer vínculos, em vivenciar a unidade teoria-prática, e acima de tudo, insiste em instaurar e renovar o pacto com a educação, independente de onde ela se dê.

    Trata-se de uma Pedagogia especialíssima e extremamente necessária à atualidade, porque comprometida e imbricada, com a natureza básica da humanidade: amor, gentileza, compaixão, empatia e emancipação. Ela demanda uma capacidade intelectual compromissada com a existência humana, com o deixar-se afetar pelo outro na busca pela superação de situações limites. Como o paládio azul transmuta realidade, conecta-se ao futuro e transcende ao instituído. Falamos de uma Pedagogia revolucionária, dedicada ao zelo e ao cuidado em todas as dimensões. É a Pedagogia dos contextos de emergências. É a Pedagogia da complexidade. Eis o paládio azul da educação.

     

    Excelente leitura!

                                                                               Margareth Martins de Araújo

                                                                                         Editora Executiva

     

     ISSN 2517-0974

     

  • PEDAGOGIA SOCIAL: A PEDAGOGIA DA CONVIVÊNCIA
    v. 3 n. 1 (2017)

    EDITORIAL

     

    Bem-vindos ao terceiro volume da Revista de Pedagogia Social! Estamos em festa! Faz exatamente um ano que lançamos esse projeto com o intuito de democratizar reflexões, realizadas por educadores sociais, em seus múltiplos e complexos espaços de atuação. Com o decorrer do tempo e com a avaliação de estudiosos da área, descobrimos ser a primeira revista de Pedagogia Social da América Latina e a segunda do mundo, fato revelador da necessidade de ampliarmos cada vez mais nosso campo de ação. Já contamos com cerca de mil acessos.

    Há muito que a Pedagogia Social vem abrindo espaço junto aos educadores por conferir um caráter social à educação e por fazê-la ousar novas perspectivas, oriundas de matizes impensados. Não se trata da panaceia da educação, mas confere novos contornos ao fazer educacional, ao mesmo tempo em que dialoga com os desafios oriundos de uma sociedade em permanente transformação. Eis o fator que afere certo viço à Pedagogia Social: chamar para si os desafios oriundos da transformação permanente ao qual estamos inseridos.

     

    Desta forma, temos por título: “Pedagogia Social: a Pedagogia da convivência”. Tal termo foi cunhado após três décadas de trabalho voltado para os excluídos. Estes são o fruto produzido, principalmente, por políticas públicas equivocadas e irresponsáveis, projetadas há décadas com profunda e total desconsideração para com o outro.  Os anos passam e as desigualdades se ampliam de forma perversa, implacável e profunda. É a essência neoliberal produzindo, cada vez mais, pobres entre os pobres. Mudar a conjuntura e permanecer com a mesma estrutura dá ao povo a falsa sensação de que as coisas estão mudando para melhor? Será?

    Todas as características que descrevem a Pedagogia Social fazem com que ela seja dialógica e não possa existir sem o outro, integrante do cenário pedagógico educacional. Uma Pedagogia com esse perfil exige um educador com assemelhado perfil. São educadores ávidos por ensinar, em ter sucesso no que fazem e em superarem-se cotidianamente. São pesquisadores por excelência e educadores por persistência. Promovem, através do seu fazer, uma pedagogia includente, dialógica e feliz. Há prazer no que fazem e propiciam processos pedagógicos prazerosos. É com o outro e pelo outro que atuamos no sentido de construir um fazer pedagógico íntegro, digno, dialógico e plural.

     

    Ótima leitura!

     

                                                                               Margareth Martins de Araújo

     

                                                                                         Editora Executiva

     

     ISSN 2527-0974

     

     

  • Pedagogia Social: a Pedagogia dos improváveis
    v. 2 n. 02 (2016)

    EDITORIAL

     

    Caros leitores, saudações!

     

    É com alegria que chegamos até aqui com mais de três mil acessos ao volume I da Revista de Pedagogia Social (RPS), da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (FEUFF). Nosso objetivo, acima de tudo, é propiciar um canal de socialização de reflexões acerca da Pedagogia Social em curso, dentro e fora da escola. Refazer o pacto dos educadores com a Educação tem sido apontado, anualmente, após o período de avaliação dos nossos cursos (Extensão e Especialização), de Jornadas de Pedagogia Social e de palestras proferidas, como uma forte marca do trabalho realizado pelo Projeto PIPASUFF. Quando tal afirmativa nos é apresentada, a partir daqueles com os quais trabalhamos, vai se delineando, paulatinamente, um percurso antes não imaginado, confirmando a necessidade urgente do exercício de uma pedagogia que, para além de social, seja humanitária.

    Dados da UNICEFE (O Fundo das Nações Unidas para a Infância), ainda de 2013, sobre crianças sofrendo com a pobreza no mundo, estampados no dia de hoje nos principais jornais que circulam no país, revelam a existência de 385 milhões de crianças vivendo em extrema pobreza. Nos países em desenvolvimento, quase 20% das crianças moram em lares com renda per capita inferior a $ 1,90/dia (R$182,40 – mês), menos de dois dólares por dia. De posse desses dados, é possível detectar a necessidade crescente do desenvolvimento de uma ação pedagógica capaz de se voltar para o sucesso escolar de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Falamos sobre uma pedagogia humanitária, capaz de retirar do estado de indigência educacional, milhares de seres, vítimas do flagelo educacional brasileiro.

    A pesquisa com os excluídos da nossa nação, trouxe a compreensão sobre a necessidade do convívio cotidiano, do desenvolvimento de empatia para com suas questões, e o exercício de humildade para com eles aprender. É simples assim, com toda a complexidade existente na simplicidade, os educadores sociais se movem no mundo, em busca de ajuda humanitária para a humanidade. O fazem a partir da Educação, por ser a área através da qual se colocam a serviço da justiça social, nas mais diversas frentes de ação, incluindo os excluídos integrantes de um fenômeno construído histórica e politicamente em nosso país, a partir de políticas governamentais equivocadas.

    Há três décadas, quando travei contato com a Pedagogia Social, sem sabê-lo, não poderia imaginar o quão profundo e necessário era e seria aquele campo de ação, visão, reflexão. Foi nele, por ele e com ele, que hoje chegamos até aqui, apresentando o V.II da RPS. Ao longo das décadas, pensei que o fazer da Pedagogia Social, por mim a ser exercido, se restringia apenas ao ambiente escolar. Ledo engano. O fazer da Pedagogia Social vai além, muito além... É uma proposta pedagógica que trabalha não apenas de forma preventiva, dentro das escolas, construindo o sucesso de educadores, educandos e suas famílias; mas também curativa, como alternativa de superação, nas ruas, hospitais e presídios, por exemplo.

    Neste segundo volume, encontrarão artigos e relatos de experiências que apontam para o universo mais ampliado da Pedagogia Social, os quais nos farão compor gradativamente nossa compreensão sobre o tema e sua importância na atualidade.

    O convite é para que todos tenham uma excelente leitura!

    Margareth Martins de Araújo

    Editora Executiva

    ISSN 2527-0974

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